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MINHA ALMA SANGRA
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Zelisa Camargo (in memorian)


Minha alma sangra
por um amor
que carrego n'alma em silêncio
e meus poros
se dilatam de angustia.

No calado das madrugadas
esse amor lateja peito
clama pelo ser amado
e lágrimas serenas descem faces
e meu rosto vermelho estampa
do sangue escorrido
dessa alma que dilacera lento.

Meus uivos doidivanos
como uma loba ferina
percorrem matas
e em desvario
me perco em caminhadas
ao leu de mim mesmo
e não me encontro em lugar algum.

A saudade que carrego dentro de mim é dolorida
como um parto,
um punhal que entra lento
e dilacera meu peito.

A minha se entorpece
diante essa solidão de ti
Em meus sonhos
alimento a tua chegada
para sentir tua pele macia
e saciar minha sede de te amar.

O tempo que não te traz a mim
faz com que eu me desfaleça
E lentamente vou me findando
no vazio de mim.

Minh'alma que a ti entreguei
por amor hoje se cala
Não sei se devo mais lutar
diante toda a impossibilidade
que você coloca como uma muralha impenetrável
onde não posso entrar

E nessa incerteza
sigo meu peregrinar levando esse amor
essa dor que dilacera
até que o tempo sane
com todo esse amor que é teu
somente teu.

Edição/Formatação Médic@RJ

Niterói/RJ/Brasil


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