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MULHER DE MINUTOS
Não sou mulher de minutos Daquelas que os segundos varrem Para debaixo do tapete sujo Não pinto os cabelos de fogo Nem faço tatuagem no umbigo Me recuso a usar corpetes e cinta-liga
Há sementes em meu ventre São poemas que ainda não reguei Prefiro guardá-los em silêncio Até que o tempo amadureça meus segundos E a vida me contemple com seus frutos
Não borro meus cílios na solidão da noite Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs Meu corpo é feito de marés Onde navegam mil anseios Veleiros sem direção – Estou sempre na contramão
Edição/Formatação Médic@RJ
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